<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-10188986</id><updated>2011-04-21T14:30:56.200-07:00</updated><title type='text'>Blog Pobre</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://blogpobre.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogpobre.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Remo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06974098505379592493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>26</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10188986.post-111186920552893900</id><published>2005-03-26T11:52:00.000-08:00</published><updated>2005-03-26T12:33:25.533-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O fato é que tenho preguiça&lt;/span&gt; de sentar-me frente ao teclado e digitar caracteres. Sou muito lento no ofício de processá-los, mas cato milho muito bem(péssima piada). É fato também que estive de mudança há algumas semanas atrás e só agora consigo não pensar em caixas de papelão, lavanderias e supermercados de preço baixo, sem querer amenizar meu descaso com o blog e menos ainda subestimar a inteligência do leitor, além disso tudo, quando consigo livrar-me da preguiça de sentar frente ao computador me vem outro impecilho, o fato de eu não ter um. Minha máquina está com a placa mãe queimada, ela não liga, e nem sequer faz um barulinho daqueles enjoados, fica lá impassível aquela tela cinza. De modo que tenho quatro opções: Consertá-la, na atual circunstância fora de cogitação. Ou pago quatro reais para usar um pc numa casa de internet, o que me implica em voltar a pensar em supermercados de preços baixos, ou pedalo vinte minutos até a casa do Queiroga segurando a idéia entre os dentes para que não me escape tornando meu esforço em vão. Ou recorro ao papel e à caneta, o que me tem sido muito saudável mas não para o blog pois para publicá-las volto ao problema das três primeiras opções.&lt;br /&gt;Enfim, dei toda esta volta para avisar que voltarei a escrever aqui com regularidade, mais espaça, porém ainda regular. Firmo este compromisso comigo mesmo, portanto se trair a mim próprio me sentirei um crápula e não merecerei mais atenção de ninguém, nem do amigo Raoni.&lt;br /&gt;Abraço a todos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10188986-111186920552893900?l=blogpobre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogpobre.blogspot.com/feeds/111186920552893900/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10188986&amp;postID=111186920552893900' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/111186920552893900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/111186920552893900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogpobre.blogspot.com/2005/03/o-fato-que-tenho-preguia-de-sentar-me.html' title=''/><author><name>Remo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06974098505379592493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10188986.post-111179419269505669</id><published>2005-03-25T15:11:00.000-08:00</published><updated>2005-03-25T15:43:12.696-08:00</updated><title type='text'>Ensaio</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A gengiva do negro já sangrava &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;e Vicente continuava a socá-lo. Massageava-lhe a cara com os punhos cerrados. O tição não mais dispunha de consciência, um quilômetro de corpo e os únicos músculos  capazes de reação eram os do abdômen, em espasmos de ruído surdo a cada novo golpe de misericórdia. E Vicente tinha dois, quatro, oito braços e com eles de frente, de lado, a pino, curvado, batia. Se o ódio cegasse Vicente estaria condenado a viver na escuridão. De repente um quadro: Noite. Fiat branco atravessado na pista, portas abertas, farol alto nas costas de um franzino ensandecido projetava no asfalto a sombra de um gigante. Vicente, profissão: Autômato desvairado, triturador de massa falida. Um instante e teve um branco. Outro instante e agora era claro. Às oito da manhã o sol sempre dava as caras em sua janela e fazia questão que Vicente o recebesse de pé. A visita inoportuna lhe causava dores de cabeça, mas em poucos dias a inconveniência haveria de cessar, a cortina chegaria ainda naquela semana. Vicente não tinha livros ou discos de cabeceira, tinha remédios. Esticou o braço até a mesinha procurando o Paracetamol, não estava lá como o de costume. Teria início então a saga rumo à cozinha, que não era fisicamente distante do quarto,(num quarto e sala nada consegue ser distante) mas exigiria dele certa dose de esforço ,que nas circunstâncias dadas soavam como uma agressão. Levantar com dor de cabeça era extremamente desagradável, teria que levantar devagarzinho, de lado, desenrolando a espinha e tensionando o queixo contra o peito. Desde que se mudara da casa dos pais, há três anos, convivia com as dores, a vida ao menos lhe permitiu aprender macetes. Executou as estapas com perfeição e chegando ao pequeno cômodo que apelidara de "cozinha" premiou-se com três bolas e um copo d'agua da pia. A dor começava como uma agulhinha penetrando maliciosamente suas têmporas e se não dropasse as pílulas algumas horas bastariam para que sua cabeça se transformasse numa marcenaria. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10188986-111179419269505669?l=blogpobre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/111179419269505669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/111179419269505669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogpobre.blogspot.com/2005/03/ensaio.html' title='Ensaio'/><author><name>Remo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06974098505379592493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10188986.post-110994269605499816</id><published>2005-03-04T05:19:00.000-08:00</published><updated>2005-03-04T05:24:56.080-08:00</updated><title type='text'>Peru à "la tristesse"</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Descongele o Peru&lt;/span&gt;. Com uma faca abra seu peito e retire seus órgãos, coloque-os num recipiente. Tempere o Peru com lágrimas e recheie com flores de laranjeira. Leve ao forno médio por 45 minutos. Jogue os órgãos na farinha e misture com manteiga numa panela. Pronta a farofa e assado o Peru, acenda uma vela e ponha-os numa bandeja untada, decore com coroas de flores. Agora é só rezar um Pai nosso e saborear o prato.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10188986-110994269605499816?l=blogpobre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/110994269605499816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/110994269605499816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogpobre.blogspot.com/2005/03/peru-la-tristesse.html' title='Peru à &quot;la tristesse&quot;'/><author><name>Remo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06974098505379592493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10188986.post-110994233273447728</id><published>2005-03-04T05:11:00.000-08:00</published><updated>2005-03-04T05:18:52.736-08:00</updated><title type='text'>Tomates à moda da casa</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Pegue cinco tomates e coloque-os num recipiente&lt;/span&gt;. Belisque-os, grite com eles. Oprima um a um. Torture-os psicologicamente até que cortem a si próprios, então como se nada tivesse ocorrido sorria para eles e acrescente sal e azeite, isso os tornará dóceis. Se ainda assim resistirem e continuarem duros e magoados, balbucie besteirinhas mongóis sempre com o sorriso infantil no rosto, isso amolece qualquer coração. Agora é só se servir!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10188986-110994233273447728?l=blogpobre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/110994233273447728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/110994233273447728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogpobre.blogspot.com/2005/03/tomates-moda-da-casa_04.html' title='Tomates à moda da casa'/><author><name>Remo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06974098505379592493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10188986.post-110968695060252378</id><published>2005-03-01T06:20:00.000-08:00</published><updated>2005-03-01T06:22:30.603-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Em tempos de individualismo exacerbado&lt;/span&gt;,  não se fala mais em discípulos, mas em ladrões.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10188986-110968695060252378?l=blogpobre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/110968695060252378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/110968695060252378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogpobre.blogspot.com/2005/03/em-tempos-de-individualismo-exacerbado.html' title=''/><author><name>Remo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06974098505379592493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10188986.post-110886080555316339</id><published>2005-02-19T15:33:00.000-08:00</published><updated>2005-03-01T06:25:01.680-08:00</updated><title type='text'>Hermeto</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O ônibus parou e Vicente embarcou&lt;/span&gt;. Cumprimentou o motorista e o cobrador, desde pequeno simpatizava com os profissionais do transporte público, tirou do bolso um punhado de moedas de cinco entregando ao cobrador, que satisfeito com a gentileza do rapaz contou os níqueis e sorriu agradecido: "É minha primeira viagem."&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Era um mulato sorridente, seus dentes eram preciosas pedrinhas brancas separadas por fendinhas, devia escová-los todos os dias terrívelmente. O uniforme azul, bem passado e limpo, deixava escapar metade da palavra "Jesus" na camisa branca que vestia por debaixo.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Vicente sorriu de volta e sentou-se no primeiro banco da fileira, à sua frente o perfil daquele bom mulato, esmirrado, de sorriso débil e dentes de alvura invejável. O ônibus estava vazio, no banco ao lado sacolas de supermercado espremiam uma moça magra de olhos grandes no canto.Além da moça havia um casal enamorado sentado no fundo e um senhor gordo de longos cabelos brancos amarrados e barba volumosa sentado na parte da frente em um dos assentos discriminados para maiores de sessenta e cinco. Estava de costas para Vicente que mirava a nuca do senhor numa tentativa de fazê-lo virar, curioso para ver de frente a fisiônomia do homem que de costas parecia Hermeto Paschoal. O ônibus ia lento, àquela hora da manhã não era normal o trânsito se tornar caótico. Relevou, ao menos teria tempo bastante para acertar no velho um raio suficientemente forte para fazer aquele corpo pesado se virar.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;A procissão de automóveis parava a cada cinquenta metros, numa dessas inúmeras paradas havia subido um único passageiro, um moreno de estatura média que levava uma mochila vermelha, e que apesar da aparência de pouco mais de trinta, era calvo. Bastante calvo. Estava sentado no banco do lado oposto ao senhor de barba branca. No mesmo quadro, lado a lado, um homem cuja vasta cabeleira branca, apesar do desgaste de mais de setenta anos, se conservara lá, notável. E um homem que não tinha vivido metade do tempo de vida do velho, mas o suficiente para que lhe fugissem os cabelos. "Deve ter uma vida difícil" - pensou Vicente - "ou talvez seja apenas genética."&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Ainda mirava sem sucesso a nuca do velho, quando ouviu barulho de sirene. Pôs a cabeça pra fora da janela, viu a causa de toda a lentidão do mundo naquele momento, um carro agressivamente atravessado na mureta que dividia as pistas. Recolheu a cabeça, não gostava de ver acidentes, muito menos sangue, embora não houvesse. Espalhado pela pista havia óleo sendo limpado por uma potente mangueira do carro dos bombeiros. Trabalhavam rápido desviando o trânsito e limpando a estrada quando passamos pelo local. O trânsito enfim se normalizaria e voltaria a entrar algum vento pelas janelas.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Na boca do túnel o careca levantou em direção à roleta. De perto, os olhos fundos e a barba rala revelavam um homem de uns trinta e oito anos, e lábios finos como tirinhas de carne. Apoiou a mochila na roleta e abriu a parte de frente procurando por moedas, gesto que causou o sorriso dócil do cobrador. Procurava por moedas, mas puxou uma pistola. O ferro causou o recuo assustado de todos ali.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;"-Eu não vou roubar! Vou me ressarcir!" Disse fazendo questão que todos ouvissem. Então mandou que o cobrador cedesse a ele o lugar, o mulato num pulo só caiu sentado ao lado de Vicente. O motorista menos atento à estrada do que tenso com a situação acompanhava a cena pelo retrovisor, o suor brotava-lhe na testa. Com a arma em punho o careca sentou-se na grande cadeira, puxou da mochila uma câmera e se auto-fotografou tendo ao fundo a expressão do mulato ao lado de Vicente, as sacolas agarradas à moça de olhos salientes, e o casal abraçado no banco de trás. Guardou a câmera. Olhava o cobrador. " Eles cobram muito mais do que deveriam, seu patrões, aposto que te pagam quatro laranjas por mês. Paguei passagem por mais de vinte anos. Agora tô correndo atrás do prejuízo." Novamente fez com que todos ouvissem: " Vocês também deviam!"&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Abriu a gavetinha, só haviam algumas poucas moedas.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;"-É minha primeira viagem." O cobrador lhe pedindo desculpas. A moça das sacolas lhe implorando que não levasse suas compras.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;"-Senhora, não sou bandido.Quero recuperar o que é direito meu. Não tenho o direito de levar suas bolsas, mas o dinheiro que me vem sendo roubado há vinte anos." Levantou a arma chamando atenção de todos.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;"- Não se impressionem! Eu uso isto aqui porque meu corpo é tão frágil quanto o de vocês e eu tenho certeza. Certeza do que um ser-humano é capaz de fazer com um outro." Parecia sincero.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;"- Está descarregada"- disse guardando a pistola na mochila- "Não tenho coragem de usar. Só em garrafas, num semelhante não." O túnel terminava a poucos metros. Encheu as duas mãos de moedas e pediu ao motorista que parasse no próximo ponto, virou-se.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;"-Se eu não reagir, ninguém reagirá por mim..." E a cabeça explodiu como uma bola de gás. Moedas tilinitaram no chão, e uma rolou calmamente por todo o corredor até o fundo e parou no pé do homem com a pistola ainda em punho. Cinco centavos, uma forma de agradecimento da sociedade por seu ato de bravura e serviços para o governo. A moça gritou, o cobrador gritou, o velho gritou e o motorista freou. Vicente chorou. Chorou pelo corpo e pelo homem que acabara de matar outro homem. Chorou pela esposa do assasino, que deitada gemia chorando pelo cheiro de pólvora nas mãos que a abraçava. Chorou pelo susto. Pelo uniforme do mulato, tão limpo, manchado de sangue. E ao ver o rosto do velho, que se revelava enfim branco como o de Hermeto, chorou. Sabia que não era ficção e que na realidade seria impossível que a câmera fosse subindo, subindo, subindo, e que ao som de um acordeon tocando "Bebê", o ônibus fosse ficando cada vez menor, desparencendo então com tudo aquilo mais.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10188986-110886080555316339?l=blogpobre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/110886080555316339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/110886080555316339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogpobre.blogspot.com/2005/02/hermeto.html' title='Hermeto'/><author><name>Remo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06974098505379592493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10188986.post-110865122292940197</id><published>2005-02-17T06:27:00.000-08:00</published><updated>2005-02-17T06:46:29.846-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;foto&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Grafe&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;uma foto&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Grafia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;vale &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;mais &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;que mil orto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;grafadas&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10188986-110865122292940197?l=blogpobre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/110865122292940197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/110865122292940197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogpobre.blogspot.com/2005/02/fotografe-uma-foto-grafia-vale-mais.html' title=''/><author><name>Remo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06974098505379592493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10188986.post-110865035890558161</id><published>2005-02-17T06:21:00.000-08:00</published><updated>2005-02-17T06:25:58.906-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Fugir de assaltos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;a última palavra em dialética&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;para quem anda no Leblon&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10188986-110865035890558161?l=blogpobre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/110865035890558161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/110865035890558161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogpobre.blogspot.com/2005/02/fugir-de-assaltos-ltima-palavra-em.html' title=''/><author><name>Remo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06974098505379592493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10188986.post-110844965670708850</id><published>2005-02-14T21:25:00.000-08:00</published><updated>2005-02-14T22:52:08.066-08:00</updated><title type='text'>Último diário de viagem</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Não fosse sua consciência, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;poderia jurar estar num bambuzal chinês, tamanha era a névoa que assentara no plano baixo da região da barraca, de modo que deitado via-se a espessa camada de fumaça e ao levantar-se sabia exatamente seus limites, tornando-se um jogo interessante a repetição contínua destes movimentos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;É noite, ele está deitado, ao seu redor roupas e comidas espalhadas formam um quadro de informações confusas. Em seu círculo de atenção uma panela sustenta a vela e o incenso de cheiro doce, ao redor figuram uma caixa de fósforos semi-aberta, uma garrafa de água mineral e a tampa da panela onde um pequeno inseto esquisito brinca frenéticamente. Acendeu um cigarro, o que tornou a fumaça ainda mais densa. Podia-se enxergar pouco, mas o bastante para ver o inseto se aproximar, erguer a cabecinha e as sombrancelhas e dizer:&lt;br /&gt;"-E aí, curtindo o lugar?" Era uma vozinha delicada porém grave.&lt;br /&gt;Remo hesitou. "Sim, bastante." Parecia saber que acabara de responder a um inseto. Houve um pequeno silêncio entre os dois, mas o inseto não parava de se mover um instante sequer.&lt;br /&gt;"-Aqui é tranquilo." Disse subindo pela panela.&lt;br /&gt;Remo concordou com um ruído. Tentava sem sucesso focar o bichinho, estava curioso por saber que tipo impressionante de inseto seria aquele.&lt;br /&gt;"-Qualidade de vida. Vim pra cá fazem quatro meses, estou com seis de vida, quer dizer, já superei em três a expectativa da minha espécie.&lt;br /&gt;"-Qual sua espécie?" Perguntou ávido por resposta.&lt;br /&gt;"-Formiga."&lt;br /&gt;"-Formiga?!"&lt;br /&gt;"-Formiga!"&lt;br /&gt;Remo não havia reparado na possibilidade de o inseto ser uma reles formiga.&lt;br /&gt;"-Que foi? Ficou decepcionado? O fato de eu ser uma formiga faz a tua estória perder em potencial dramático?&lt;br /&gt;Decerto estava decepcionado, tanto que se fez notar pela formiga. Remo não podia negar. Calou.&lt;br /&gt;"-Eu te tolero... Eu te tolero." Disse a formiga assumindo tom irônico. "Afinal, vou pra cinco meses aqui, se meu indivíduo não se tornasse mais tolerante, não haveria torrão de açúcar que daria jeito." Rodeava com extrema presteza a borda da panela.&lt;br /&gt;"-Isso aqui me relaxa, sabe? E meus sentidos, parece que ampliam. Me sinto enorme, integrada à natureza." E continuava seu circuito com ligeireza atordoante. Agora subia pela garrafa.&lt;br /&gt;"-Eu creio que todo ser precisa de um momento pra isso, sentir o ritmo natural das coisas, que na cidade esquecemos, ou melhor, que não nos deixam lembrar. Diante destas maravilhas naturais, recolho-me à minha caganificância."&lt;br /&gt;E foi no topo da garrafa onde pela primeira vez a formiga parou, respirou profundamente e vociferou em tom professoral.&lt;br /&gt;"-Entrar em contato com esse extra-cotidiano me fez constatar que viver também pode ser um espetáculo estético!" Respirou novamente, parecia refletir sobre o que acabara de dizer.&lt;br /&gt;"-Será que é isso? Menino? Ei, menino?!"&lt;br /&gt;Remo dormia profundamente sobre as duas mãos juntinhas, num sono sereno como a luz da vela em meio à névoa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10188986-110844965670708850?l=blogpobre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/110844965670708850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/110844965670708850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogpobre.blogspot.com/2005/02/ltimo-dirio-de-viagem.html' title='Último diário de viagem'/><author><name>Remo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06974098505379592493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10188986.post-110833239979240505</id><published>2005-02-13T13:28:00.000-08:00</published><updated>2005-02-13T14:06:39.796-08:00</updated><title type='text'>Diário de viagem- 3</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt; O sol fez questão de registrar  sua presença deixando-o afagado pelo resto do dia.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Acordei numa taça de geléia de morango&lt;/span&gt;, alguns instantes bastaram para constatar que não, estava mesmo dentro da barraca. Abri o mosqueteiro, o céu estava claro porém incolor. O ar estava fresco e cheirava a seiva de plantas. Meu chinelo fedia a gato. Mijo de gato, um odor amargo, tanto quanto amônia. Levantei, calcei-os e me alonguei um bocado, no chão um garrafão de vinho derramado e copos ao redor denunciavam a festa da noite anterior, fixei o horizonte e continuei o alongamento, tenho usado o horizonte como forma de meditação. Foi ele também quem me despertou tensão às sete da manhã. Ontem pela noite esteve na praia um capitão da polícia militar, e após uma caminhada cercada de olhares de soslaio, disse que voltaria na manhã seguinte e queria encontrar todas as barracas desmontadas e as pessoas embarcando de volta para Angra. Eu teria duas horas até as nove, horário que disse que voltaria, para arrumar minhas coisas, desmontar minha casinha e ainda tomar café. Fui imediatamente às roupas, guardá-las. E depois às roupas de cama, panelas e comidas. Enfim, só faltava a barraca e ainda eram oito, daria tempo até para um cigarro. Fui à beira do mar e enquanto fumava me estalou que todas as barracas continuavam intactas e a praia vazia, logo as pessoas estavam dormindo, menos eu. Um sentimento diferente brotou, uma espécie de &lt;em&gt;preocupação universal&lt;/em&gt;, eu me preocupara pela praia inteira e ao mesmo tempo não havia ninguém ali que se preocupasse comigo. Estive neste registro até o fim do cigarro, que pareceu ter-me posto no eixo, de tal maneira que me pus na horizontal e instantes depois metade do corpo estava dentro da barraca, cabeça sobre a volumosa mochila, pernas para fora. Eu era a bruxa do oeste.&lt;br /&gt;Algumas horas depois, "seu Clementino", o dono da casa viria com a notícia de que tudo não passara de maldade zombeteira do policial e que medidas já haviam sido tomadas contra sua conduta para que então eu pudesse reorganizar minha vida, caminhar sete quilômetros até a praia do Leste e voltar, permitindo que o sol registrasse em mim sua presença deixando-me afagado pelo resto do dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10188986-110833239979240505?l=blogpobre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogpobre.blogspot.com/feeds/110833239979240505/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10188986&amp;postID=110833239979240505' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/110833239979240505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/110833239979240505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogpobre.blogspot.com/2005/02/dirio-de-viagem-3.html' title='Diário de viagem- 3'/><author><name>Remo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06974098505379592493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10188986.post-110822419862219894</id><published>2005-02-12T07:37:00.000-08:00</published><updated>2005-02-12T08:03:18.623-08:00</updated><title type='text'>Diário de viagem- 2</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Neste momento chove&lt;/span&gt;. Não onde estou, pois o pátio da capela é coberto. Fica ao lado da varanda onde está minha barraca. Tem um longo banco de madeira,típico de igreja, onde estou sentado no fundo encostado à parede, e muitas bandeirolas coloridas penduradas por todo o teto, devido à festa de Santa Cruz que acontecera alguns dias atrás. Venho para cá às noites antes de dormir. Com um copo de vinho e a luz de uma vela aqui é tão confortável quanto meu quarto.&lt;br /&gt;Conheci uma menina de Uberlândia que estuda Artes Plásticas na UFU e é daimista. Ana Paula sempre passa por aqui, e quando passa pára ao ver meu iluminado vulto no fundo do salão. Pergunta se está atrapalhando, senta-se ao meu lado e conversa comigo até dizer que vai com suas amigas encontrar no bar, sempre termina a conversa parecendo temer que não tenhamos assunto para mais que aquilo. Diz que eu também vá. Ela espera eu dizer que vou. Então digo que vou e ela se vira com o olhar distante e sai atrapalhada com os degraus e as goteiras em seu caminho. Eu termino o vinho como a chama que termina a vela, e atravesso a chuva para acordar atravessado em minha barraca na manhã seguinte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10188986-110822419862219894?l=blogpobre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/110822419862219894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/110822419862219894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogpobre.blogspot.com/2005/02/dirio-de-viagem-2.html' title='Diário de viagem- 2'/><author><name>Remo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06974098505379592493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10188986.post-110816383883593437</id><published>2005-02-11T15:15:00.000-08:00</published><updated>2005-02-11T15:17:18.836-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Vazio no frio? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Cachorro deitado na chuva&lt;br /&gt;Dormindo na margem do rio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10188986-110816383883593437?l=blogpobre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogpobre.blogspot.com/feeds/110816383883593437/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10188986&amp;postID=110816383883593437' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/110816383883593437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/110816383883593437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogpobre.blogspot.com/2005/02/vazio-no-frio-cachorro-deitado-na.html' title=''/><author><name>Remo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06974098505379592493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10188986.post-110816369128061851</id><published>2005-02-11T14:45:00.000-08:00</published><updated>2005-02-11T15:14:51.283-08:00</updated><title type='text'>Diário de viagem - 1</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Cheguei à praia&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; e quis ir direto ao quintal de "seu Benedito", fiquei lá no reveillón e sabia que teria o mínimo de conforto, mas o bom preço, fogueirinha para cozinhar e a amabilidade do dono da casa. Logo o avistei, estava sentado sem camisa de costas para mim conversando com alguns jovens no mesmo local onde eu acampara ainda este ano. Parei atrás dele e chamei três vezes até que me desse atenção.&lt;br /&gt;"-O que é?" disse secamente.&lt;br /&gt;"-Seu Benedito! Quanto é pra acampar aqui?"&lt;br /&gt;"-Sete."&lt;br /&gt;"-Sete seu Benedito?"&lt;br /&gt;"-Sete."&lt;br /&gt;Os jovens por trás de seu Benedito indicavam por sinais que ele os cobrara cinco. Mas não usei esse argumento.&lt;br /&gt;"-Seu Benedito, no reveillón o senhor me cobrou cinco."&lt;br /&gt;"-Estou trabalhando com sete."&lt;br /&gt; Ataquei.&lt;br /&gt;"-Seu Benedito, baseado em quê esse aumento? O senhor só tem um banheiro e um chuveiro. Seu terreno é todo irregular e não tem árvores pra fazer sombrinha e o senhor vai cobrar o mesmo preço do Luís?"&lt;br /&gt;"-Vou." E contra-atacou.&lt;br /&gt;"-Cinco reais não é nada! Não enche barriga de ninguém! Não compra ovo! Não paga nada! Não é nada cinco reais! Vocês vêm lá de... Estados unidos, São Paulo, esses lugar aí... paga um dinheirão pra vir pra cá... chega aqui quer pagar cinco reais. Ninguém mais aqui trabalha com esse preço não!"&lt;br /&gt; Estava sendo derrotado, joguei a última carta.&lt;br /&gt;"-Seu Clementino me ofereceu a varanda da casa dele por cinco reais."&lt;br /&gt;"-Quem?Onde?"&lt;br /&gt;Ele estava desestabilizado. Era só investir.&lt;br /&gt;"-Seu Clementino. Se o senhor insistir em sete eu vou pra lá." De fato havia uma varanda coberta por cinco reais, passei por lá antes ainda de ir ao "seu Benedito", mas omiti para soltar a informação agora.&lt;br /&gt;Benedito me deu as costas como resposta. Os jovens se divertiam com o acontecido. Era a hora da frase derradeira.&lt;br /&gt;"É cinco ou sete seu Benedito?"&lt;br /&gt;Silêncio. Estava perdendo novamente.&lt;br /&gt;"É sete?"&lt;br /&gt;Silêncio. Havia perdido. Peguei minhas coisas e fui embora para a varanda que me salvaria dos temporais dos dias posteriores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10188986-110816369128061851?l=blogpobre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogpobre.blogspot.com/feeds/110816369128061851/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10188986&amp;postID=110816369128061851' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/110816369128061851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/110816369128061851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogpobre.blogspot.com/2005/02/dirio-de-viagem-1.html' title='Diário de viagem - 1'/><author><name>Remo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06974098505379592493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10188986.post-110729456436367161</id><published>2005-02-01T19:38:00.000-08:00</published><updated>2005-02-01T13:56:52.770-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Serei&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:180%;"&gt;eu&lt;/span&gt; perante minha natureza.&lt;br /&gt;Serei nada.&lt;br /&gt;A natureza da qual faço parte&lt;br /&gt;Havia esquecido que fazia.&lt;br /&gt;A solidão da cidade me encerrou em ego.&lt;br /&gt;O meu umbigo. O meu conforto.&lt;br /&gt;A minha mochila. A minha barraca.&lt;br /&gt;Algumas pessoas se divertem sozinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom Carnaval&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10188986-110729456436367161?l=blogpobre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/110729456436367161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/110729456436367161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogpobre.blogspot.com/2005/02/serei-eu-perante-minha-natureza_01.html' title=''/><author><name>Remo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06974098505379592493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10188986.post-110723998507539799</id><published>2005-01-31T16:07:00.000-08:00</published><updated>2005-01-31T22:39:45.670-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Escrevo durante a noite&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; de um dia cansativo e interessante, mas não é sobre ele que escrevo. Dizia que escrevia durante a noite de um dia. Interessantemente cansativo, o dia. Mas não era sobre ele que eu escrevia. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Eu escrevia a noite.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10188986-110723998507539799?l=blogpobre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/110723998507539799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/110723998507539799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogpobre.blogspot.com/2005/01/escrevo-durante-noite-de-um-dia.html' title=''/><author><name>Remo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06974098505379592493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10188986.post-110723886143621201</id><published>2005-01-31T04:14:00.000-08:00</published><updated>2005-02-01T07:58:22.446-08:00</updated><title type='text'>Nossa Cidade</title><content type='html'>Rompi o ano em Aventureiros e lá fiquei por seis dias. Ficaria apenas três.Vi. Senti. E resolvi viver aquelas circunstâncias. Lugar agradável, pessoas agradáveis, dividíamos barraca eu e a &lt;strong&gt;areia branca e fina&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Fiquei num vilarejo beirando o rio&lt;strong&gt; Que Leva ao Mar, &lt;/strong&gt;na subida pra cidade alta. O &lt;strong&gt;Que Leva ao Mar &lt;/strong&gt;alguns dias enchia que ficava difícil saltar sem ser tragado por sua margem. Em minhas caminhadas pela praia visitava outros vilarejos ao longo dela. Havia um muito simpático, depois da pontezinha sobre o lago, no bosque, o caminho de &lt;strong&gt;areia branca e fina&lt;/strong&gt; com bordas gramadas levava a um gramado com bordas de areia fina e branca. Sob a sombra de uma amendoeira onde brincavam crianças e dormiam seus pais eu era nostálgico. Eu sou nostálgico. Estar rumo aos trinta é um motivo para a nostalgia. E  sempre ficava um tempo ali, parado. Intenso por dentro. Inerte no tempo. Aí escurecia e eu ia tomar banho. De noite encontrava  &lt;strong&gt;Manuel&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Raoni,&lt;/strong&gt; eram as pessoas com quem passava mais tempo. Protagonizamos &lt;strong&gt;O banho de mar, &lt;/strong&gt;obra poética que graças a ausência de câmeras fotográficas se conservará poética por nossas vidas.&lt;br /&gt;Todos foram embora antes de mim. Passei dois dias sem amigos e sem ninguém pra conversar. Só o &lt;strong&gt;"seu Benedito"&lt;/strong&gt; , mas eu não entendia o dialeto dele e depois de dois minutos eu desligava e ele continuava em monólogo. Estou voltando para lá amanhã. Sem amigos. Apenas livros. Ou eu leio, ou vou ter que me entender com o &lt;strong&gt;"seu Benedito".&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10188986-110723886143621201?l=blogpobre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/110723886143621201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/110723886143621201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogpobre.blogspot.com/2005/01/nossa-cidade.html' title='Nossa Cidade'/><author><name>Remo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06974098505379592493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10188986.post-110724022701603602</id><published>2005-01-31T04:13:00.000-08:00</published><updated>2005-01-31T22:49:11.166-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/10/3222/640/Eu,%20vivi,%20pati,%20dia%20e%20Ju%20-%20Bunker%20Rave.1.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 1px solid; BORDER-TOP: #000000 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 1px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/10/3222/320/Eu%2C%20vivi%2C%20pati%2C%20dia%20e%20Ju%20-%20Bunker%20Rave.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu, Manu, Raoni, Estela e Lincoln na barraca do próprio. &lt;a href="http://www.hello.com/" target="ext"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; PADDING-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; PADDING-LEFT: 0px; BACKGROUND: none transparent scroll repeat 0% 0%; PADDING-BOTTOM: 0px; BORDER-LEFT: 0px; PADDING-TOP: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" alt="Posted by Hello" src="http://photos1.blogger.com/pbh.gif" align="absMiddle" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10188986-110724022701603602?l=blogpobre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogpobre.blogspot.com/feeds/110724022701603602/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10188986&amp;postID=110724022701603602' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/110724022701603602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/110724022701603602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogpobre.blogspot.com/2005/01/eu-manu-raoni-estela-e-lincoln-na.html' title=''/><author><name>Remo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06974098505379592493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10188986.post-110723947955293469</id><published>2005-01-31T04:11:00.000-08:00</published><updated>2005-02-01T14:06:03.350-08:00</updated><title type='text'>Ornamento</title><content type='html'>Almas boas hoje me deram flores de presente. Poucas as vezes em que consegui sentir de perto o perfume de flor, na verdade nunca senti. O dia em que encontrar uma flor que eu sinta o perfume, caso com ela.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10188986-110723947955293469?l=blogpobre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/110723947955293469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/110723947955293469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogpobre.blogspot.com/2005/01/ornamento.html' title='Ornamento'/><author><name>Remo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06974098505379592493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10188986.post-110724129409779226</id><published>2005-01-31T04:04:00.000-08:00</published><updated>2005-02-01T08:00:42.023-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Copacabana é Paraty perto de Boa Viagem"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;                                                                        &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Rafael Queiroga&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10188986-110724129409779226?l=blogpobre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/110724129409779226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/110724129409779226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogpobre.blogspot.com/2005/01/copacabana-paraty-perto-de-boa-viagem.html' title=''/><author><name>Remo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06974098505379592493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10188986.post-110684316816422477</id><published>2005-01-27T14:20:00.000-08:00</published><updated>2005-01-27T08:26:08.166-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Remo esteve a explodir por esses dias. Sabe lá. Mil coisas que se passam pela cabeça dele. Desde a ingratidão do mundo até a redescoberta do vazio pós-estréia. Autocentrado, disseram dele. Eu digo que talvez ele realmente seja. Deixa ele, desde que não pise no sentimento dos outros que o cercam. Deixa o menino, ele está se conhecendo melhor.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10188986-110684316816422477?l=blogpobre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/110684316816422477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/110684316816422477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogpobre.blogspot.com/2005/01/remo-esteve-explodir-por-esses-dias.html' title=''/><author><name>Remo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06974098505379592493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10188986.post-110684223026058863</id><published>2005-01-27T08:10:00.000-08:00</published><updated>2005-01-27T08:37:20.543-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/10/3222/640/Porrada%20serelepe.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 1px solid; BORDER-TOP: #000000 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 1px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/10/3222/320/Porrada%20serelepe.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Remo desconta sua fúria pela ingratidão do mundo acertando uma direita em um dos que o cercam. &lt;a href="http://www.hello.com/" target="ext"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; PADDING-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; PADDING-LEFT: 0px; BACKGROUND: none transparent scroll repeat 0% 0%; PADDING-BOTTOM: 0px; BORDER-LEFT: 0px; PADDING-TOP: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" alt="Posted by Hello" src="http://photos1.blogger.com/pbh.gif" align="absMiddle" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10188986-110684223026058863?l=blogpobre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogpobre.blogspot.com/feeds/110684223026058863/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10188986&amp;postID=110684223026058863' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/110684223026058863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/110684223026058863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogpobre.blogspot.com/2005/01/remo-desconta-sua-fria-pela-ingratido.html' title=''/><author><name>Remo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06974098505379592493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10188986.post-110631881525140553</id><published>2005-01-21T12:42:00.000-08:00</published><updated>2005-01-21T06:46:55.250-08:00</updated><title type='text'>Cimento, concreto e vigas de aço</title><content type='html'>&lt;em&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"O melhor ainda não foi escrito.O melhor está nas entrelinhas."&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;    &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Clarice Lispector&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;          &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ao observar um prédio em construção vemos cimento, concreto, vigas e mais vigas de aço com homenzinhos pendurados sobre andaimes em alturas vertiginosas. Será simples e desinteressante uma observação por este prisma. Muito material humano pode haver naquele momento.&lt;br /&gt;         Em uma construção podem trabalhar operários durante turnos absurdos em situação de risco, chova ou faça sol, correm para que o prédio esteja pronto antes da data marcada para a entrega das chaves aos futuros moradores. Estes por sua vez parcelam a vida nova em infinitas vezes e podem estar pagando por um projeto mal elaborado ou que por ambição e ganância dos empreiteiros pode nem vir a realizar-se. Se isto acontecer os grandes empreiteiros responderão a processos e pagarçao para que sejam arquivados. Tudo isto pode estar em meio ao concreto, ao cimento e às vigas de aço.&lt;br /&gt;        Á primeira vista a existência é simples e efêmera. Se observarmos através dos fatos, não modificaremos sua efêmeridade, mas escontraremos no "simples" algo que tornará nossa vivência bem mais interessante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10188986-110631881525140553?l=blogpobre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogpobre.blogspot.com/feeds/110631881525140553/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10188986&amp;postID=110631881525140553' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/110631881525140553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/110631881525140553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogpobre.blogspot.com/2005/01/cimento-concreto-e-vigas-de-ao.html' title='Cimento, concreto e vigas de aço'/><author><name>Remo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06974098505379592493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10188986.post-110610989481422445</id><published>2005-01-18T02:43:00.000-08:00</published><updated>2005-01-18T20:44:54.816-08:00</updated><title type='text'>Zuzuzu´s</title><content type='html'>Esta semana uma questão me deixou um tanto confuso. Qual seria a natureza do Homem? Segundo João, o egoísmo. Para Pedro, reprodução. Fernanda diz sobre o aprendizado e discorda de João.&lt;br /&gt;Também de João discorda Pedro, porém o altruísmo - diz ele - “tenho certeza que não é”. Pedro cursa medicina, mas não sabe se quer trabalhar com isso. João é dado às artes, mas duvida de seu talento. Fernanda não tinha certeza do que queria estudar, o tempo passou, é dona de casa. Cheguei onde queria. Caracteres diversos.                                                                                           Em comum, a incerteza. De onde vim? Pra onde vamos? Que roupa uso na festa da Flora?&lt;br /&gt;Nascemos, vivemos e a única certeza, além desta frase ser&lt;br /&gt;Batida, é de que iremos morrer incertos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10188986-110610989481422445?l=blogpobre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/110610989481422445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/110610989481422445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogpobre.blogspot.com/2005/01/zuzuzus.html' title='Zuzuzu´s'/><author><name>Remo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06974098505379592493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10188986.post-110588640132654848</id><published>2005-01-16T12:30:00.000-08:00</published><updated>2005-01-16T06:40:01.326-08:00</updated><title type='text'>Espontaneidade</title><content type='html'>A nossa espécie tem a necessidade natural de se afirmar como indivíduo. Alguns fazem uso do &lt;em&gt;método da adição&lt;/em&gt;, penduram brincos, correntes, empregam termos radicais em suas colocações e deixam o som no último volume. Há outros que em busca da pureza de seu &lt;em&gt;eu &lt;/em&gt;subtraem tanto que acabam devendo a si próprios.&lt;br /&gt;O que é ser espontâneo num planeta com seis bilhões de habitantes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.tufosesujeiras.blogspot.com"&gt;http://www.tufosesujeiras.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10188986-110588640132654848?l=blogpobre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogpobre.blogspot.com/feeds/110588640132654848/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10188986&amp;postID=110588640132654848' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/110588640132654848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/110588640132654848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogpobre.blogspot.com/2005/01/espontaneidade.html' title='Espontaneidade'/><author><name>Remo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06974098505379592493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10188986.post-110587796920495726</id><published>2005-01-16T09:25:00.001-08:00</published><updated>2005-01-16T07:32:22.260-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Acordei com azia antes das oito da manhã de hoje. Eu bebo muita coca-cola, acho que está me fazendo mal. Certamente está, mas eu gosto de beber. Gastrite... meu vizinho tem, por causa da coca, mas ele também não pára. Deve ser viciado.&lt;br /&gt;Ele é bem mais velho que eu, o Dinho. Bebeu refrigerante a vida toda, até inflamar sua mucosa gástrica. Hoje ele não come gordura, não bebe café, não come doces nem frutas ácidas. Teve de se privar destes prazeres, mas ainda é feliz quando toma o refrigerante. Logo ele... sujeito não há que seja mais dado aos prazeres da mesa. Sou um pouco assim como ele. Sensações... gosto muito. Creio que seja a melhor maneira de alcançar o conhecimento. Indo um pouco mais fundo, talvez o fim supremo da vida seja o &lt;em&gt;prazer sensível ( &lt;/em&gt;Não confundir&lt;em&gt; &lt;/em&gt;com hedonismo). Nenhum prazer deve ser recusado, a não ser que cause dolorosas consequências, e nenhum sofrimento deve ser aceito, a não ser que em vista de um enorme prazer ( Não confundir com hedonismo, por favor). Azia é foda, uma chama que não se apaga. Vou dormir.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10188986-110587796920495726?l=blogpobre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogpobre.blogspot.com/feeds/110587796920495726/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10188986&amp;postID=110587796920495726' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/110587796920495726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/110587796920495726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogpobre.blogspot.com/2005/01/acordei-com-azia-antes-das-oito-da_16.html' title=''/><author><name>Remo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06974098505379592493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10188986.post-110588425533513739</id><published>2005-01-16T05:58:00.000-08:00</published><updated>2005-01-16T07:36:02.560-08:00</updated><title type='text'>TODO PRAZER QUER A ETERNIDADE...</title><content type='html'>Comprei 2 garrafas de coca, deleite garantido até amanhã.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10188986-110588425533513739?l=blogpobre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/110588425533513739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10188986/posts/default/110588425533513739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogpobre.blogspot.com/2005/01/todo-prazer-quer-eternidade.html' title='TODO PRAZER QUER A ETERNIDADE...'/><author><name>Remo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06974098505379592493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
